Acredito que esse tenha sido o assunto da semana na área da Nutrição. Artigo fresquinho, de Janeiro de 2020, que fez uma revisão de 16 pesquisas comparando o impacto do consumo de Óleo de Coco a outros óleos e gorduras nos fatores de risco cardiovasculares (LDL, HDL, Colesterol Total, Glicemia de Jejum, Triglicerídios, Gordura Corporal e marcadores de inflamação). Quais foram as conclusões dos autores do artigo:
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* O óleo de coco aumentou significativamente o LDL-Colesterol (popularmente conhecido como “Colesterol Ruim” – que não precisa necessariamente ser visto dessa forma);
* Não foram encontrados benefícios do óleo de coco em relação aos outros óleos na gordura corporal, glicemia ou marcadores inflamatórios.
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Bom, agora as minhas conclusões em relação ao assunto:
1) O óleo de coco não passa a ser vilão a partir de agora. Se utilizado com moderação e dentro das recomendações atuais que dizem que a adição de óleos e gorduras deve ser a mínima possível; se você gostar muito dele; e se não possuir fatores de risco para doenças cardiovasculares, não precisa retirar da sua alimentação.
2) Mas em nenhum momento ele deveria ter sido popularizado como mocinho, ou emagrecedor, ou super benéfico à saúde (essa sempre foi minha opinião). O problema foram as adições desnecessárias e excessivas. Ao café que se tornaria termogênico (pelo contrário, tornaria uma bebida praticamente isenta em energia em uma bebida acrescida de gordura e energia). Ou ainda à preparações que não necessitavam da adição de gordura alguma, e lá estava o óleo de coco.
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Enfim, precisamos usar o bom senso. Apesar de ser de origem vegetal e natural ele também é rico em gordura saturada (sempre foi e sempre se soube disso) e o excesso dessa gordura está bem definida pela literatura como fator de risco para doenças cardiovasculares.
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Grande Abraço!
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